
#FICHAMENTO3 Qual o seu critério de relevância ?
7 years ago


O destaque da segunda temporada sem dúvida foi Vanessa Kirby, como Margaret. Vanessa ganha um destaque especialmente interessante no episódio 4, quando a princesa passa por novos desafios em sua vida amorosa. Uma sequência de cenas inebriantes prende a atenção do espectador à tela: Vanessa se agiganta e conquista a cada segundo de intepretação. Em contraste ao tom de continuidade da irmã, Margaret é uma personagem intensa, plural e dinâmica. Quando em uma das cenas surta, dança, canta e chora, por um segundo podemos jurar que a série é toda de Kirby e de mais ninguém. 

The Crown é uma das séries atuais que mais retrata fatos históricos e políticos - já era de se esperar, né? Isso é algo muito gostoso de acompanhar, não há dúvidas. Na nova temporada, contudo, algo mais se destaca nesse quesito: a modernização da realeza. Enquanto na temporada anterior apenas o rádio era tido como um meio de aproximar a família real dos seus súditos (quem aí assistiu O Discurso do Rei?), agora a televisão veio estreitar ainda mais esta relação, impedindo que a monarquia torne-se uma instituição ultrapassada e fraca. É interessante ver essa transformação e os incômodos que isso trouxe principalmente à Elizabeth (Claire Foy), que foi a primeira a sofrer com as críticas duras à monotonia e ao distanciamento da realeza. Um dos legados que vemos até hoje dessas mudanças é o tradicional discurso de natal da rainha. Ele sempre é televisionado para o público e é gravado dentro da residência real, trazendo os súditos para "dentro" do castelo, para dentro do lar da realeza que eles admiram.


Estudante de Com. Social - Jornalismo e coautora do Nós, Voz & Eles. O C&C foi criado para o módulo de Web da disciplina de Introdução às Técnicas Jornalísticas durante o semestre 2017.2 e será atualizado com os conteúdos de Cibercultura em 2018.1 (+)